![]() O céu mantinha-se muito nebulado... a ansiedade aumentava. Em primeiro plano a tele-objectiva que usei. Kodak Ektachrome E100S, Nikon F4-s, Nikkor 28mm f/2.0 AIS, filtro sky-light. |
Só
cerca de duas semanas antes do eclipse é que decidi viajar para França
com o único propósito de ver in loco tão espantoso acontecimento.
Entretanto, uns dias antes da viagem, o tempo piorou em França, com dias
de céu muito nublado e mesmo chuva. No dia 9 da Agosto parti no comboio de Lisboa rumo a Paris. Quando cheguei à estação Montparnasse tinha o David à minha espera, mas também um céu coberto de nuvens e chuva. Foi então que começei a temer que a minha viagem seria em vão. Nessa noite, em casa do David, consultámos o site dos serviços meteorológicos franceses e as previsões eram más: céu muito nublado e períodos de chuva praticamente em todo o país. Em todo o caso planeámos a viagem para a zona norte de Reims (lê-se "rãss"), que se situa a cerca de 160 Kms a nordeste de Paris. Para isso, consultámos um mapa de França e visitámos o site da polícia o qual referia que algumas estradas de acesso ao norte do país seriam fechadas ao trânsito a partir das 5h30 da manhã. Perante tais informações, decidimos fazer um precurso alternativo, por auto-estradas, evitando estradas secundárias que iriam ser encerradas. No dia do eclipse, partimos de Bobigny às 8h45. Éramos cerca de quinze pessoas distribuídas por quatro automóveis. Durante a viagem, ouvíamos na rádio as previsões meteorológicas e todas referiam que seria mais provável ver o eclipse na zona de Reims. As informações difundidas pela rádio para toda a França resultaram num gigantesco engarrafamento rodoviário em todo o norte do país, com muitos milhares de automobilistas dirigindo-se para aquela área. Na auto-estrada, o trânsito fluia devagar mas com muitas paragens que nos deixavam apreensivos. E o céu continuava encoberto... |
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