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Eclipse Total do Sol, 11-Agosto-1999
france
50% of the sun covered
A Lua avançava e já cobria 50% do diâmetro solar...
Todas as imagens do eclipse foram captadas nos arredores da aldeia Menneville, perto de Neufchatelle, Norte de França, no dia 11 de Agosto de 1999 entre as 11h45m e 12h35m locais, com o seguinte equipamento: Kodak Ektachrome E100S, Nikon F4-s, Tamron 400mm f/4 LD IF + Teleconverter 14 OF BBAR MC (560mm f/5.6), filtro Tamron UV, tripé Manfrotto 190B com ball-head Manfrotto 352RC, cabo disparador. Todas as imagens da fase anterior à de totalidade tiveram um tempo de exposição de 1/8000 de segundo.


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  Cerca das 11h15 saímos da auto-estrada e dirigimo-nos para Neufchattelle, já por estradas secundárias, livrando-nos dos colossais engarrafamentos. Atravessámos a vila e dirigímo-nos para os arredores da pequena aldeia Menneville, onde vegetação rasteira cobria as vastas planícies. Foi então que decidimos estacionar os carros num acesso aos campos agrícolas, onde já estavam várias dezenas de pessoas esperando pela chegada da sombra que iria transformar o dia em noite e marcar para sempre as nossas vidas.
    Cerca das 11h45m locais consegui, pela primeira vez, fotografar o Sol através das nuvens, já com a Lua a cobri-lo parcialmente. A partir dessa altura, as nuvens, apesar de cobrirem todo o céu, deixavam mostrar o Sol, como que oferecendo o espectáculo a quem se tinha deslocado ali para assistir. Apesar de confiantes, sentíamos uma desagradável sensação de que não iríamos ver o Sol totalmente coberto pela Lua devido à densidade das nuvens.
    Cerca das 12h20m, quando a Lua tapou por completo o Sol, toda a paisagem circundante escureceu, mas iluminada por uma ténue e estranhíssima luz castanha, única e inesquecível. Foi então que as nossas caras se encheram de alegria e de satisfação. Afinal, era por aquele momento que todos nós aguardávamos. Algumas pessoas até saltavam, tal era o entusiasmo.
    Ao longe, ao longo de todo o horizonte em nosso redor, uma pequena faixa de nuvens continuava iluminada pelo Sol, indicando que a sombra não era suficientemente grande para obscurecer toda aquela área.
    Entretanto, eu apressava-me em fazer algumas fotografias, variando os tempos de exposição de cada uma para garantir que obtinha imagens bem expostas, uma vez que a quantidade de luz que alcançava a tele-objectiva estava constantemente a variar devido à passagem de nuvens de diferentes espessuras. Não tinha tempo a perder! Afinal, 2 minutos passam num ápice.

© 2000 Carlos Dias. Todos os Direitos Reservados.